4 de mar de 2013

Cursos para pastores ensinam administração, liderança, marketing e vendas



Liderar os cerca de 42,3 milhões de evangélicos do país não é tarefa fácil para os pastores. Por isso, muitos têm buscado melhorar sua formação fazendo cursos de especialização, segundo informa reportagem da Folha de SP.

Nos últimos dez anos, com o crescente número de igrejas, aumentou também a demanda por pastores. Alguns desses cursos que estão se popularizando são a distância (online) e duram cerca de um ano. Entre as disciplinas estão matérias teológicas e bíblicas, além de conceitos de administração e estratégias de liderança.

A Faculdade de Educação Teológica de São Paulo, por exemplo, oferece lições de antropologia, código civil e penal, administração eclesiástica, didática e ética. Em suas aulas de administração, os alunos aprendem conceitos clássicos como o PODC (planejar, organizar, decidir, controlar), da obra Administração, de James Stoner e Edward Freeman.

Segundo Antonio Sauaia, professor da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade), o exercício do pastorado moderno inclui a incumbência de um profissional de marketing e vendas.


Coordenador da Faculdade, o pastor Lawton Ferreira, explica que os pastores precisam melhorar sua capacidade de liderar e de coordenar equipes. Ele explica ainda que pretende lançar um novo módulo do curso, para ajudar na expansão do numero de fiéis na igreja.

Lawton afirma que ao convencer os fiéis de que possuem os mesmos poderes de um pastor, uma igreja pode chegar a reunir até 8.000 seguidores por ano.

Criada em 1994 pelo pastor Omar Silva da Costa, a Faculdade Gospel ensina entre as matérias uma chamada “Métodos de administração”, que ajudaria na multiplicação de membros. A base da disciplina são as práticas usadas pelas igrejas Mundial e Universal do Reino de Deus. Além disso, existem disciplinas como Estresse e Depressão ou Como Trabalhar com Homossexuais.

No Brasil, ser pastor não era considerado profissão até recentemente, com a imensa maioria deles não tendo carteira assinada nem contrato de trabalho. Mas isso tem mudado aos poucos. Ano passado, o Tribunal Superior do Trabalho reconheceu o vínculo empregatício de um pastor com a igreja Universal do Reino de Deus.

O pastor Glauber Alencar, da Assembleia de Deus do Bom Retiro em São Paulo, acredita na “profissionalização do pastor”. Ele defende a criação de um plano de carreira, além de benefícios sociais, como plano de saúde e previdência, seguindo o que normalmente são oferecidos por uma empresa aos empregados.

Porém, essa ideia encontra resistência entre a comunidade evangélica, especialmente no que diz respeito à remuneração por comissão, ou seja, proporcional ao número de seguidores.


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