17 de mar de 2013

O exorcismo da verdadeira Emily Rose


A jovem alemã na verdade se chamava Anneliese Michel. Nascida em 21 de setembro de 1952, desfrutava de uma vida normal sendo educada religiosamente desde pequena. No entanto, sua vida mudou radicalmente no ano de 1968, quando começou a tremer e se deu conta de que não tinha controle sobre seu próprio corpo. Um neurologista a diagnosticou com epilepsia. Devido aos fortes ataques e à depressão seguinte, Anneliese foi internada para tratamento no hospital.

Pouco depois de começar os ataques, Anneliese começou a ver imagens diabólicas durante suas orações diárias. Como se não fosse o bastante, vozes começaram a perseguir a moça dizendo-lhe que ela ia "arder no fogo do inferno". Ela mencionou estes "demônios" aos médicos só uma vez, explicando que eles haviam começado a lhe dar estas ordens. Alguns médicos consideraram loucura ou se mostraram incapazes de ajudá-la. Anneliese perdeu as esperanças de que a medicina pudesse ajudá-la.

Começaram as buscas pela ajuda religiosa. No verão de 1973 seus pais visitaram diferentes pastores e padres solicitando um exorcismo. Seus pedidos foram recusados e recomendaram que Anneliese, agora com 20 anos, devia seguir com o tratamento médico. A explicação dada é que o processo pelo qual a igreja comprova uma possessão era muito restrito, e até que todos os aspectos não estivesses explicados, o bispo não podia aprovar. Era requerido que alguns fatos já tivessem acontecidos, como aversão por objetos religiosos, falar em idiomas que a pessoa não conhecesse e poderes sobrenaturais. Recomendava-se que Anneliese devia receber um estilo de vida mais religioso com o propósito de que encontrasse a paz. 

Os ataques não diminuíram e sua conduta se tornou bem mais imprevisível. Passou a insultar, bater e morder os outros membros da família. Recusava-se a comer porque os demônios proibiam-na. Dormia no piso gelado, comia aranhas, moscas e carvão, e começou a beber sua própria urina. A vizinhança toda escutava Anneliese gritar por horas enquanto quebrava os crucifixos que encontrava pela frente e destruía pinturas com a imagem de Jesus. Até que iniciou a cometer atos de auto mutilação e a andar nua pela casa fazendo suas necessidades independente do lugar onde estivesse.

Depois de verificar que realmente algo muito estranho acontecia, em setembro de 1975, o Bispo de Wurzburg ordenou ao Padre Arnold Renz e ao Pastor Ernst Alt a praticar um "grande exorcismo" baseado no "Rituale Romanum". Determinou que ela devia ser salva de vários demônios, incluindo Lúcifer, Judas Iscariotes, Nero, Caim, Hitler e Fleischmann, um curandeiro do Século XVI, e algumas outras almas atormentadas que se manifestavam através dela.


Entre setembro de 1975 até julho de 1976 praticaram uma ou duas sessões de exorcismo por semana, os ataques de Anneliese eram tão fortes às vezes que precisava ser amarrada por três homens. Durante este tempo, Anneliese regressou a uma vida, até certo ponto, normal. Fez os exames finais da Academia de Pedagogia de Wurzburg e ia regularmente à igreja.

Os ataques, no entanto, não pararam. De fato, paralisavam-lhe o corpo e caía inconsciente pouco depois. O exorcismo continuou por muitos meses. Por várias semanas Anneliese recusou-se a comer e seus joelhos sangravam pelas 600 flexões que fazia obsessivamente durante a cada sessão. Nessa época, foram feitas mais de 40 gravações de áudio com o propósito de preservar os detalhes.

O último rito do exorcismo foi em 30 de junho de 1976, quando Anneliese já sofria de pneumonia, havia emagrecido bastante e estava com uma febre muito alta. Exausta e fisicamente incapacitada para fazer as flexões por sua própria conta, seus pais aparavam e ajudavam-na com os movimentos. A última coisa que Anneliese disse a seus exorcistas foi: "... por favor, roguem pelo meu perdão" e virando-se e recostando a cabeça no ombro da mãe disse: "Mamãe estou com medo". Em 1 de julho de 1976, Anneliese morreu durante o sono. O relatório da autópsia indicou que a causa da morte foi desnutrição e desidratação de quase um ano de semi-inanição, enquanto os ritos de exorcismo eram realizados.

De acordo à evidência forense, se os responsáveis a tivessem forçado a comer uma semana antes de sua morte, Anneliese poderia ter sido salva. Os exorcistas trataram de provar a presença de demônios mostrando as gravações dos estranhos diálogos, quando demônios discutiam qual deles iria deixar o corpo de Anneliese primeiro. Um deles, que chamava a si mesmo de Hitler, falava com sotaque carregado. O fato é que nenhum dos presentes durante o exorcismo teve a mínima dúvida da autentica presença destes demônios.

Os psiquiatras, que foram chamados a testemunhar, falaram da "Doctriniarire Induction". Eles disseram que os padres tinham dado a Anneliese o conteúdo de suas condutas psicóticas aceitando sua conduta como uma forma de possessão demoníaca. Também declararam que o desenvolvimento sexual instável de Anneliese junto a sua diagnosticada epilepsia tinha influenciado a psicose.


Houve um julgamento no qual os pais de Anneliese assim como os exorcistas foram considerados culpados de assassinato por negligência e de omissão de primeiros socorros. Foram sentenciados a seis meses de prisão que nunca cumpriram com liberdade condicional impetrada. O veredicto incluía a opinião da corte de que os acusados ao invés de propiciar o tratamento médico que a garota precisava, decidiram por práticas supersticiosas que agravou a já crítica condição de Anneliese.

O cadáver de Emily foi exumado onze anos e meio depois, para confirmar que havia se descomposto sob condições normais. Os relatórios oficiais divulgaram a informação que o corpo já estava em avançado estado de decomposição. Porém, as fotos tiradas durante a exumação jamais foram divulgadas. 

O áudio a seguir são fragmentos recuperados das fitas cassete com as gravações das sessões de exorcismo originais de Anneliese:


Texto de Diego Vieira
Via

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17 comentários:

  1. ótimo post, to morrendo de medo hahaha
    adoro esse filme e sempre quis saber mais sobre a história..de manhã leio melhor que agora tá foda

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  2. Parabéns pelo post! Bastante informativo e objetivo

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  3. Coitada, a religião matou ela. Eu, como estudante de psicologia, imagino que ela sofria de esquizofrenia, e todos, ao invés de tentar curá-la, só pioraram a condição fazendo ela entrar mais e mais profundamente nesta psicose.

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    1. Eu tb sou estudante de psicologia, e acho que o colega não conhece o código F44.3 do CID 10!

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    2. Cheio de estudantes de psicologia se achando doutores em psicologia, né? Eu sou psicóloga, e acho que vocês deveriam trabalhar o ego de vocês em terapia.

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    3. Psicólogo tem que ser mente aberta e se despir de suas crenças. Vcs podem até não acreditar em demônios, mas que que estados possessivos existem são um fato. Nem tudo é esquizofrenia, como tem muito aí que parecem serem os donos da verdade!

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  4. Anônimo, você é estudante de psicologia, mas isso não quer dizer que o mal não exista. Creio que como você deva entender algo da sua profissão, no mínimo os padres também sabiam que não era apenas imaginação da moça.

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  5. -Hoje em dia anda cheio dee clínicas especializadas em tudo, religião em tudo, etc..
    -é fácil - um problema desses começaria com exercícios físicos que elemina vozes do além -
    -o exercício físico te obriga a se alimentar - depois o estudo, bastante estudo - no começo é muito difícil - dpois cura - SABE PORQUE?
    -EU TENHO PROBLEMA SEMELHANTE - e tenho problemas de sobra desse tipo e superei tudinho com exercícios e boa alimentação - sòzinho - esse negócio de ajudar os outros não existe - quem a juda a gente é eu mesmo -

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  6. estudante de psicologia? aaah nem medico tu é, vai escutar choro de chifre vai.

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  7. Eu creio que isto aconteceu... E isto é mais uma prova de que o diabo está ao derredor esperando uma brecha para se manifestar... Mas Deus acampou seus anjos ao nosso redor para impedí-los.

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  8. Fique ai que piscologia iria resolver a situacao dela ela precisava ter era um encontro com Deus um verdadeiro servo de deus nao deixaria ela morrer.Demonio tem que ser expulsado nao diagnosticado....

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  9. Não tive coragem de assistir ao filme, mas li bastante a respeito do caso de Anneliese Michel. São poucos os sites que trazem referência a uma carta escrita pela jovem pouco antes de morrer, e que ajudou a inocentar os padres que participaram do exorcismo. Nela Anneliese faz referência a um sonho que tivera com a Virgem Maria, a qual pede que a moça escolha entre partir ou ficar (em sofrimento) e contribuir para que as pessoas ao seu redor passassem a acreditar na existência de demônios. Eu, particularmente, creio que eles existem e, como o próprio Jesus falou, que "vieram para roubar, matar e destruir". Teria Jesus mentido? A Bíblia não é divinamente inspirada? Há passagens bíblicas que trazem Jesus dialogando com espíritos malignos (quando foi tentado no deserto) e expulsando-os de seres humanos atormentados. Teria Jesus confundido epilepsia ou problemas psiquiátricos com possessão demoníaca?

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    1. Concordo.Essa carta que traz o diálogo com A Virgem Maria, mãe do nosso Senho Jesus Cristo é muito emocionante.No caso do "exorcismo", wue aconteceu nesse ano,,que o Papa Francisco fez, na verdade foi uma.Benção.O homem está com quatro demônios o possuindo muito interessante esse caso.Recomendo aos irmãos s ler,O exorcismo existe,porém muitos casos são de doenças mentais.

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    2. O Papa poderia tb fazer um exorcismo geral na igreja, quem sabe expulsaria aquele monte de padre safado pedófilo. haha.

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  10. Só esqueceram de dar comida pra pobre pertubada...

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